quinta-feira, 29 de junho de 2017

Felicidade

Quais os momentos em que sou realmente feliz?
Quando tenho o meu filho a dormir nos meus braços sou a mulher mais feliz do mundo. Quando o vejo a rir e a dar gargalhadas sinto o peito a explodir de alegria.
Quando ele deu os primeiros passos. Não foi na escola, não foi em casa dos avós, não foi num outro sitio qualquer. Foi comigo! E isso deixou-me imensamente feliz.
Quando ele olha para a gata e já diz o seu nome sinto-me a mais orgulhosa do mundo.
Quando me abraça e dá beijinhos só porque sim, apetece-me congelar esse momento e ficar assim para sempre.
Quando chora por mim só porque eu saí da sala e fui até à cozinha sinto-me a pessoa mais importante do mundo.
Sou uma sortuda, todos os dias consigo ser feliz.  

terça-feira, 27 de junho de 2017

Inveja da boa



A mãe feliz que brinca no parque completamente satisfeita com a sua vida, com uma filha linda de cabelos aos cachos é o meu mais recente motivo de inveja.

Invejo-a porque ela consegue brincar no parque. Invejo-a porque a filha está limpa e nem precisa de babete. Invejo-a porque reuniu as condições necessárias para ficar em casa com a filha até aos 2 anos. Encontro sempre desculpas para não fazer igual. Não porque não me apeteça mandar tudo às urtigas e ir para o parque com o meu filho, mas porque algures no meu crescimento enquanto Pessoa me desviei do que realmente é importante ou, mais provável ainda, só descobri o que era realmente importante muito tarde.
O meu filho evoluiu mais comigo numa semana do que na escola um mês. Pode ser apenas coincidência e ele estar simplesmente a crescer mas levou-me a questionar aquela velha máxima de “crianças na escola aprendem mais”. Se calhar não é bem assim...
Sempre tive a convicção que ninguém tomaria tão bem conta do meu filho como eu. Partindo deste principio, tive de escolher um sitio, no caso uma creche, onde eu também achasse que ele ficava bem. E até acredito que fica, só não fica tão bem como se estivesse comigo. Então mas se comigo ele aprendeu mais coisas, digam-me lá outra vez porque é que a escola é mesmo melhor do que eu?
O ideal? Para mim seria ele estar de manhã e almoçar comigo. Depois podia ir à escola brincar, conhecer amigos novos, aprender novas competências, e lanchar com os outros meninos. Depois ia buscá-lo ao final da tarde (máximo 18:00h) brincávamos um bocadinho, dava-lhe o banho e depois o jantar.
E o trabalho? Não sei. Mas sei que nada pode ser mais importante do que este pequeno ser pelo qual sou inteiramente responsável. Afinal, todos nós sem exceção, não nascemos de uma vaca pois não? 


segunda-feira, 5 de junho de 2017

O meu filho


O meu filho não começou a andar aos 8 meses nem a falar ao 10.

O meu filho não toca guitarra nem piano aos 12 meses.  

O meu filho acorda muitas vezes por noite, e chora e precisa de comer no máximo de 4 em 4 horas.

O meu filho não dorme no quarto dele desde os 3 meses.

O meu filho é um miúdo reguila e teimoso.

O meu filho é a criança mais sorridente que eu conheço mas não gosta de estranhos.

O meu filho adora banho e mar mas detesta piscina.

O meu filho não é um boneco. É uma pessoa com vontade e com personalidade.

O meu filho adora animais, não tem medo de nenhum e fica muito feliz quando consegue tocar na gata ou fazer festas a um cão.
O meu filho dá-me abraços e beijinhos e chama por mim. Gosta de conhecer o que é novo, primeiro ao meu colo e depois sozinho.

O meu filho gosta de telefones de brincar e comandos da TV. O meu filho não vê desenhos animados mas gosta dos programas da National Geographic com os animais.

O meu filho adora brócolos, gelatina e frango assado mas não o convencemos a comer alperces nem pêssegos.

O meu maior desejo é que ele se torne numa boa pessoa e seja feliz. Coloque felicidade e amor em todas coisas e que cometa muita loucuras boas.

O meu filho é único assim como cada criança deve ser.
Vamos confiar?