terça-feira, 27 de junho de 2017

Inveja da boa



A mãe feliz que brinca no parque completamente satisfeita com a sua vida, com uma filha linda de cabelos aos cachos é o meu mais recente motivo de inveja.

Invejo-a porque ela consegue brincar no parque. Invejo-a porque a filha está limpa e nem precisa de babete. Invejo-a porque reuniu as condições necessárias para ficar em casa com a filha até aos 2 anos. Encontro sempre desculpas para não fazer igual. Não porque não me apeteça mandar tudo às urtigas e ir para o parque com o meu filho, mas porque algures no meu crescimento enquanto Pessoa me desviei do que realmente é importante ou, mais provável ainda, só descobri o que era realmente importante muito tarde.
O meu filho evoluiu mais comigo numa semana do que na escola um mês. Pode ser apenas coincidência e ele estar simplesmente a crescer mas levou-me a questionar aquela velha máxima de “crianças na escola aprendem mais”. Se calhar não é bem assim...
Sempre tive a convicção que ninguém tomaria tão bem conta do meu filho como eu. Partindo deste principio, tive de escolher um sitio, no caso uma creche, onde eu também achasse que ele ficava bem. E até acredito que fica, só não fica tão bem como se estivesse comigo. Então mas se comigo ele aprendeu mais coisas, digam-me lá outra vez porque é que a escola é mesmo melhor do que eu?
O ideal? Para mim seria ele estar de manhã e almoçar comigo. Depois podia ir à escola brincar, conhecer amigos novos, aprender novas competências, e lanchar com os outros meninos. Depois ia buscá-lo ao final da tarde (máximo 18:00h) brincávamos um bocadinho, dava-lhe o banho e depois o jantar.
E o trabalho? Não sei. Mas sei que nada pode ser mais importante do que este pequeno ser pelo qual sou inteiramente responsável. Afinal, todos nós sem exceção, não nascemos de uma vaca pois não? 


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