sexta-feira, 14 de julho de 2017

Infinitamente Potencial

Ontem por um comentário, bastante inocente diga-se, percebi que as mães e os pais não nascem ao mesmo tempo. Eu senti-me mãe no momento em que o teste deu positivo, a partir daquele momento eu senti amor e um instinto animal de proteção. O meu marido só se transformou em pai bastante mais tarde. Acredito que não foi no parto que se transformou em pai, foi talvez quando teve de ficar sozinho com o filho a primeira vez.

Tudo começou quando referi que tinha muito medo de perder um filho na fase final da gravidez ele responde-me mas aí ainda não és mãe não podes comparar com perder um filho com 7 anos. Não sei porquê mas aquilo magoou-me muito. Desde quando é que se pode medir o sofrimento de uma mãe pela quantidade de anos que o filho viveu? Eu já era mãe antes de parir. Não sei se era com a mesma intensidade que sou hoje passado um ano mas com toda a certeza que era mãe. Acredito que o comentário não tenha sido mais do que um desabafo sem grande consciência do que estava a dizer, estávamos a conversar e saiu a pérola. Por outro lado fiquei a pensar que realmente os homens são de marte mas as mulheres são de um planeta vénus mas de outra galáxia! Não estamos sequer no mesmo comprimento de onda.
As nossas emoções, os nossos sentimentos não podem ser explicados porque a sua complexidade vai levar ao inevitável “tu pensas demais”. Não meu amor, eu não penso demais, mas sou infinitamente mais potencial do que tu.

Bom fim de semana

 

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