quarta-feira, 17 de maio de 2017

Entradas Diversas

O meu pior pesadelo é não estar presente para o meu filho. Não estar lá quando ele chamar à noite, quando tiver um pesadelo ou apenas quiser o mimo da mãe. Porque ninguém poderá amar o meu filho tanto como eu. Ninguém dará o carinho que ele precisa de forma natural e irracional tal como eu dou.
É neste contexto que o universo das famílias reconstruídas me causa calafrios. Não me compreendam mal, eu própria tenho uma família com entradas diversas. Os dele e o nosso compõem um ramalhete de crianças nem sempre muito fácil de gerir.
Às vezes digo ao meu marido que se por acaso nos separássemos ia debater com todas as minhas forças para que o meu filho passasse o máximo de tempo comigo e que ia ser muito difícil deixá-lo passar uma noite fora, com o pai e outra mulher. Não que o pensamento de ver o meu marido com outra mulher seja o fim do mundo mas porque ela não o ia aconchegar nem amar como eu.
Ninguém ama como uma mãe ama. Ou pelo menos ninguém ama nem amará o meu filho como eu amo. Ele não será o primeiro e último pensamento dessa nova mulher na sua vida.
Já passei uma vez por uma separação e foi o pior momento da vida. Hoje penso: e se eu tivesse tido filhos será que me separava?

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